Projeto patrocinado pela Petrobras para a conservação dos recursos hídricos.

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Continuando a série de reportagens durante a semana do Fórum Mundial da Água, o artigo apresenta mais um projeto patrocinado pela Petrobras para a conservação dos recursos hídricos brasileiros. É o De Olho Na Água, localizado na cidade de Icapuí (Ceará) e seus arredores, mas que já se multiplicou por outros estados brasileiros e até para fora do país.

A planície costeira de Icapuí representa um dos mais complexos sistemas ambientais da costa cearense. A cadeia alimentar da população local depende dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, da produção e dispersão de nutrientes dos manguezais, das lagoas costeiras e do banco de algas. O estudo, a catalogação e a preservação de sua biodiversidade também servirá para ações em outros ecossistemas.

O projeto tem assessorado as comunidades locais na instalação e manutenção de tecnologias sustentáveis para o cotidiano. Por exemplo: as cisternas de ferrocimento captam até 500 mil litros de água da chuva e são de baixo custo. “Isso evita usar água dos lençóis freáticos, e são equipamentos viáveis até em locais de difícil acesso”, explica a coordenadora Leinad Carmogim.

Outra tecnologia são os canteiros biosépticos, ou fossas verdes, cuja vegetação instalada produz água pelo processo de evapotranspiração. Em vez da água do canteiro ser absorvida pelo terreno e prejudicar os lençóis, ela volta ao meio-ambiente, numa “reciclagem natural”. Os canteiros desse tipo não exalam odores nem usam poluentes, podendo ser aplicados em casas, vilas e apartamentos, apresentando-se como solução para o saneamento básico urbano.

Ações de educação ambiental também são efetuadas com os alunos da rede pública do Ceará, Rio Grande do Norte e  Paraíba, por meio de oficinas que abordam temas como o patrimônio natural da região e a importância da água como patrimônio do planeta.  os alunos voltam para casa aprendendo a analisar a qualidade da água de qualquer ambiente, seja em casa ou na escola.

Estação Ambiental Mangue Pequeno

Uma grande iniciativa do projeto é a Estação Ambiental Mangue Pequeno, que reúne um conjunto de ações integradas a equipamentos ambientais que vão contribuir para a preservação do mangue. Veja quais são:

Centro de Referência: localiza-se próximo à praia da Requenguela, em terreno doado pela comunidade. Receberá visitantes e turistas, além de ser um espaço para cursos e treinamentos sobre novas tecnologias e gestão da água, guarda de equipamentos e apoio técnico dos agentes ambientais. Um banco de dados sobre a biodiversidade local também é produzido e fica no Centro;
Passarelas Suspensas: trilhas para visitas monitoradas por guias locais que permitem conhecer a paisagem através de um percurso permeando áreas significativas do mangue;
Observatório da Vida Marinha: além de posto de monitoramento da qualidade da água do mangue e mirante de observação, é um ponto de apoio para projetos de proteção ao peixe-boi marinho e de aves migratórias;
Viveiro de Mudas: localiza-se junto ao Centro de Referência, servindo de banco de sementes com espécies nativas para refazer a cobertura vegetal de toda a área do mangue.

A maioria das ações possibilita o turismo ecológico de base comunitária. “Isso auxilia a manter as áreas de preservação, contribuindo também para a economia local, gerando renda para a comunidade. É o ‘ocupar para não degradar’”, diz Leinad. Ela conta também que a metodologia do projeto já foi multiplicada para Goiás e Rio Grande do Norte, e até para a Costa Rica.

Para a construção da Estação Ambiental, os materiais serão escolhidos de acordo com a eficiência ambiental. Desde o fabricante até a manutenção ou troca, dando-se destino sustentável às peças trocadas. As madeiras aplicadas nas edificações serão de manejo, de replantio ou de apreensões do Ibama. Nas edificações serão usadas técnicas para otimizar o consumo de energia convencional, além de equipamentos que utilizam energias renováveis e dispositivo para reutilização d’água, captação de água de chuva e tratamento de efluentes. Na área do entorno deverá ser implementada a coleta seletiva do lixo integrada a um programa de limpeza de praia.

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